Amor e tempo são sinônimos

 Imagine viajar e esquecer seu filho numa das paradas. Acha difícil? Mas é exatamente isso que muitos adultos fazem diariamente. Eles partem numa viagem rumo a ganhar dinheiro e fazer fama que ficam tão cegos pela ganância a ponto de perder sua família. Deste modo se tornam como o rei Davi, com sucesso no trabalho, mas fracassado em casa. J. Maxwell é quem disse: “Muito embora os pais amem seus filhos, todos os dias muitos adultos se afastam de suas famílias em sua busca pelo sucesso”.       Alguns pais não dão mais atenção para seus filhos, por estarem ocupados demais pensando em proporcionar uma vida melhor a eles, sendo que o que realmente eles desejam é o melhor de nós. Esta é a razão do porque vemos muitos jovens de classe média e alta caindo nas drogas e numa existência sem sentido. “Mas como?”- pergunta a sociedade- Eles tem tudo!”. Não, não tem. Podem ter tudo o que o dinheiro pode comprar, mas não possuem algo que é de graça, o amor e atenção dos pais.      “Eu não tenho tempo!” é o que muitos dizem. Mas não se engane, sempre temos tempo para aquilo que consideramos importante. Um homem estava pronto para ir ao circo com seu filho, quando subitamente o telefone tocou. Era do escritório chamando-o para fazer um serviço extra. Ele atendeu e disse que não iria. Sua esposa, surpresa, pergunta: “Você não vai?”. Ele olhou para ela e rapidamente respondeu: “Haverá mais trabalho amanhã, a infância é só uma vez!”.       Outros pais não são tão corridos assim e por trabalharem menos ou exercerem serviços que não tomam tanto o seu tempo, estão sempre presentes em casa, mas ausentes da família. São aqueles que gostam de estar na frente da televisão, ao lado de um amigo, porém nunca diante de seu filho. Sabem tudo a respeito da Filomena, personagem da novela das oito, mas nada sobre a Paulinha, sua filha. Podem descrever com exatidão a escalação inteira do seu time de futebol preferido, entretanto, não conhecem nem ao menos os melhores amigos do seu garoto.      Devemos dar atenção aos nossos filhos, pois é exatamente isso o que eles querem. Quando crianças os pequeninos dão uma cambalhota e dizem: “Pai, pai olha o que eu sei fazer. Você está olhando?”. Na adolescência esperam que vejamos o jogo de futebol, a aula de dança, enfim, o foco do que eles querem que nós olhemos pode mudar conforme a idade, mas um princípio permanece o mesmo; eles desejam que nossos olhos estejam constantemente neles. Mesmo que haja uma multidão na platéia, parece que a visão dos filhos sempre busca por apenas dois pares de olhares. O dos pais!      Um menino desenvolveu um grande interesse pelo beisebol. O pai durante as férias de verão levou o filho para ver todos os times da categoria pelo menos uma vez. A viagem levou tempo e dinheiro. Perguntaram ao pai: “Você gosta tanto assim de beisebol? Não! Mas eu gosto um bocado do meu filho”.      Se você não der atenção eles vão chamar sua atenção. Absalão, o filho revoltado de Davi, ficou dois anos morando na mesma cidade que seu pai, porém sem ver a face dele. Ele queria de todo jeito falar com Davi, tanto que enviou pelo menos duas mensagens até o rei. Entretanto, como não foi atendido, incendiou um campo.      Absalão pôs fogo num campo para chamar atenção. Hoje, muitos adolescentes põem fogo na escola, pircing no umbigo, bebida na boca e tem muitas outras atitudes que para nós são apenas comportamentos rebeldes, mas que na realidade são gritos de desespero que querem dizer apenas uma coisa: “Olha para mim, pai!”. Mesmo que trabalhe muito, separe tempo para estar com sua família. Programe férias, saia para passear e pare para conversar. Mas será que atitudes tão simples como estas fazem diferença? Pergunte aos jovens de hoje.      Somos seres que dependem de acontecimentos trágicos ou impressionantes para nos motivar a agir. Um pai descobre que seu filho precisa de um transplante de rim para sobreviver. Ainda que este homem tivesse apenas um, ele o daria para salvar a vida do menino. Possui esta coragem enorme diante de algo chocante, mas não tem audácia o suficiente para fazer uma coisa muito mais simples, que é dedicar dez minutos do seu dia para conversar com o garoto.


Pr. Rodrigo David

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