Epístola de judas: Lutando contra os falsos profetas

pastores lobos
O tema da epístola de judas é: A Luta da igreja contra os falsos profetas que se infiltram. Isto está expresso nos versos 3 e 4. Judas diz que escreveu esta epístola com o objetivo de exortar o povo a pelejar pela fé, visto que havia muitos dissimuladores se introduzindo no meio do povo.

1-Os dissimuladores estão entre nós.
     “Certos indivíduos se introduziram com dissimulação… homens ímpios”. No verso 12 Judas vai além ao afirmar que estes homens falsos estão “em vossas festas de fraternidade”. Fraternidade aqui é ágape, palavra que significa amor e era usada para expressar o amor de Deus. Puxa, até no meio de um povo que tem amor genuíno pode haver falsos profetas.
     A história é sempre esta; o falso no meio do verdadeiro. O joio foi semeado no meio do trigo. Judas Iscariotes saiu do meio dos apóstolos. Os maiores hereges da história também foram homens que saíram do meio da igreja. Mas isto não é de se espantar, visto que os falsos profetas da igreja sempre foram mais perigosos do que os ateus do mundo. Aquele que parece que é de Deus, mas não é, é mais destruidor do que aquele se revela como inimigo declarado da igreja. Pois claro, o espírito do diabo é sempre este, ocultar suas maldades atrás de uma cara de bondade, por isso se diz que ele vem como anjo de luz. E qual a melhor maneira de assim fazê-lo, senão ao se apresentar como um pastor ou líder de igreja? Mesmo porque, em apocalipse o pastor é representado como o anjo da igreja. Jesus afirmou:“nem todo o que me diz Senhor, Senhor entrará no reino dos céus”. Nem todo que vem em nome do Senhor é do Senhor.
2-Temos que lutar pela fé
     Judas estava se preparando para escrever esta carta quando se sentiu obrigado a exortar o povo a “batalhardes, diligentemente, pela fé” (v.3). Fé aqui é o conjunto de doutrina que cremos, que nos foi dado por Cristo através de seus apóstolos.
     Atualmente é quase proibido falar contra certos erros e condenar a mentira evidenciada em muitos. Por que será que esta atitude tem sido mantida durante anos?
     Primeiro: Erros passados. A igreja católica matou na fogueira muita gente que ela considerava herege, e por conta disto hoje estamos proibidos de lutar. Eles entenderam que lutar pela fé era o mesmo que matar. Então, já que eles pelejaram de maneira errada, ninguém mais pode combater da maneira certa.
     Segundo: Política. Um bom político sabe que não é bom ter “inimigos”, visto que mais cedo ou mais tarde acabarei precisando daquele que hoje me espezinha. Sendo assim, o melhor é não ofender ninguém. Mas Jesus já disse: “ai de vós quando todos vos louvarem”. Jesus não era um troglodita, estúpido que descontava sua raiva em todos, no entanto era um profeta amoroso, mas também fervoroso que não deixava de condenar os erros. Durante todo o seu ministério ele lutou incansavelmente contra os fariseus ao condenar publicamente as obras deles. E com isto ganhou o que? Uma cruz! Veja, é por isto que muitos pastores não querem condenar o erro: auto-preservação.
     Terceiro: falsa idéia de amor. Tais pessoas vivem a dizer que condenar o erro em outros não tem haver com o espírito de Cristo. Ora, quem diz isto parece se esquecer que grande parte dos ensinos de Jesus foi na forma de: “Está vendo os fariseus? Não faça como eles”. E os muitos “aís” de Cristo foram dirigidos para este mesmo grupo. Aqui então vão apenas alguns dos termos usados por ele para se referir a estes homens: raça de víboras (Mt 23:32) caixão cheio de vermes e podridão, hipócritas (Mt 23:27).
     Paulo lutou contra os hereges de maneira muito intensa. Em Atos 15 se diz que ele teve “contenda e não pequena discussão com eles” (At 15:1). Os profetas eram os homens que desciam o porrete no povo, no entanto eram as pessoas que mais os amava, porque “leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos” (Pv 27:6).
     Mas lutar não é perigoso? Sim, mas é menos perigoso do que não lutar. É possível lutar e virar um monstro ou não lutar e se tornar uma presa. Ao lutar podemos correr o risco de se perder, não lutando já estamos perdidos.
     Paulo como bom comandante chamou seu exército filipense para a guerra“lutando juntos pela fé evangélica” e “tendes o mesmo combate que vistes em mim” (Fl 1:27 e 30). Que combate é este? Político? Social? Físico? Não, é a guerra das espadas: “porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada” (Hb 4:12). Não vamos empunhar a espada de metal e repetir o erro passado de jogar os hereges na fogueira, mas por outro lado, tiremos a espada da palavra da bainha e vençamos o mal com o bem, com o bem da verdade.
Como são os dissimuladores?
1-Transformam a graça em provisão para pecar
     “Transformam em libertinagem a graça de nosso Deus”. v.4
Como fazem isto? Dizendo que não há mais juízo. Adão estava pensando em pecar, mas tinha temor da conseqüência. Então a serpente lhe disse: “Deus disse que vocês morreriam se comessem da arvore? Ora, é claro que isto não vai acontecer, Deus é bom”.
     Aí então Judas dá alguns exemplos para mostrar que aqueles que não se arrependerem dos seus pecados serão julgados.
     O primeiro é o exemplo dos egípcios no verso 5. “tendo libertado um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram”
     O segundo exemplo é dos anjos: “a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia” (v.6).
     O terceiro exemplo é de Sodoma e Gomorra, povo que foi julgado com fogo e enxofre.
     O que ele está dizendo com isto é: “Se os egípcios, os sodomitas e até mesmo os anjos não foram poupadas por conta de seus pecados, porque você acha que estaria livre? Olhe para o passado e veja: Deus julgou o pecado. E como ele não muda, ele continuará julgando”.
     Muitos pastores de hoje também tem transformado a graça em provisão para pecar. São tolerantes com casais amaziados, com roupa indecente, permitem que as pessoas liderem ou tenham alguma função na igreja mesmo sem dar dizimo.
     Eles levam o povo a sentir que só porque ele é crente, não há mais problema, é só pedir perdão que tudo ficará bem. Mas isto é engano, pois a lama não é mais limpa só porque está na pele de uma ovelha: “Tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal, ao judeu primeiro e também ao grego” (Rm 2:9). Quantas vezes você pedir perdão, o Senhor te perdoará, mas isto não significa que não sofrerá conseqüência. Davi adulterou e foi perdoado, no entanto, o juízo de Deus vem quando ao permitir que a família dele fosse quase destruída. “SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado” (Ex 34:6-7).
Muitos tem a idéia de que no Antigo Testamento Deus é um, no Novo ele é outro. No passado era irado, mas agora se converteu num avó bonachão que está sempre ali para tapar nossas besteiras. Tg 1:17 diz que o Senhor não muda. Deus não deixou de punir o pecado na graça. Em qual lugar do Antigo Testamento alguém foi morto como Ananias e Safira, que simplesmente por mentir foram fulminados? Deus é aquele que dá mil e uma chances aos arrependidos, mas condena o impenitente.
     Outra maneira que estes pastores se tornam indulgentes para o pecado é deixando de pregar a mensagem do inferno. Eles não fazem mais como Jesus, João batista e tantos outros que chamava o povo ao arrependimento. Jonhatas Edwards pregou uma mensagem que tinha o titulo: “pecadores nas mãos de um Deus irado”, e ali se iniciou um grande mover nos EUA. O evangelho não começa com o amor de Deus, e sim com a ira. Veja o livro de romanos, pois ali está a base do que é o evangelho. Paulo não dá inicio a sua mensagem dizendo que Deus nos ama e sim que: “a ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade”. Antes de conhecer o amor de Deus é necessário conhecer a sua ira.
     Dê uma olha no conteúdo da pregação de Paulo e na reação de Félix ao ouvi-lo: “Dissertando ele acerca da justiça, do domínio próprio e do Juízo vindouro, ficou Félix amedrontado e disse: Por agora, podes retirar-te, e, quando eu tiver vagar, chamar-te-ei” (At 25:25). Félix ficou amedrontado porque Paulo falou do juízo vindouro: “Se você não se arrepender vai para o inferno”. Na história da igreja, as épocas onde mais pessoas foram para o céu, foram aquelas onde mais se pregou sobre o inferno. Judas completa este assunto assim: “Eis que veio o Senhor entre suas santas miríades,para exercer juízo contra todos e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram e acerca de todas as palavras insolentes que ímpios pecadores proferiram contra ele”.

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