Bem aventurado os famintos por justiça

“Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça porque serão fartos”

     Em Mt 6: Jesus fala sobre a ansiedade e preocupação das pessoas quanto ao comer e vestir e encerra o assunto com a seguinte exortação:“Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. Em outras palavras, nosso mestre estava dizendo: Os gentios possuem fome de comida, mas vocês devem ter fome de justiça. O que domina a cabeça deles são as coisas terrenas, porém o crente é possuído pelas coisas do céu, pois sabe que quem bebe das coisas deste mundo volta a ter sede.
     Mas o que é esta fome de justiça? Ora, é nada mais nada menos do que um desejo intenso por ser santo. Em romanos sete Paulo descreve-se como miserável. Ele disse isto por que lhe faltava dinheiro, por que era feio ou não havia conquistado grandes coisas? Não! Ele era miserável porque lhe faltava justiça, já que neste capítulo o apostolo conta como estava sendo derrotado em sua luta contra o pecado e por isto descreve-se como alguém desprovido de riqueza. Conosco não é assim, podemos ser pobres na alma, desde que sejamos ricos de dinheiro nos sentimos bem. Não nos importamos se nosso eu é uma favela, contanto que nosso corpo more numa mansão. E nem ligamos se perdemos para o pecado, contanto que vençamos nos vestibular e no trabalho. Tais pessoas são como Naamã, um homem de sucesso, mas leproso e por isto vivem atormentadas, visto que só os justos têm paz: “O efeito da justiça será paz” (Is 32:17).

1-A busca pela justiça é o sentido da vida
     Qual o sentido da vida? Esta pergunta é respondida pelos ímpios, basicamente, de duas maneiras:
     Primeiro: ter uma missão! Já ouvi muita gente boa dizendo que estamos na terra para fazer algo. E com isto elas estão falando de construir um orfanato, cuidar dos pobres de Calcutá, salvar as baleias, pastorear uma igreja, enfim tais pessoas acham que Deus estava tão desesperado com a situação do mundo que nos enviou para salvar a pátria, já que Ele mesmo não deu conta. Ou então pintam outro quadro a respeito da mente de Deus, onde o soberano olha para nós como substância ainda informe e diz: “Hum! O que eu faço deste aqui? Um soldado, um empresário? Não! Ele se parece mais com um advogado!”. Convenhamos, o mundo estava bem sem nós, a gente mais atrapalhou do que ajudou.
     Segundo: Viver o momento! O objetivo da vida não é tanto o um lugar aonde se chega e sim a viagem que se desfruta, dizem eles. E então citam frases como esta: “Os caminhos existem para jornadas e não para destinos”. Mais importante que conseguir a casa é usufruir o momento em familia. Melhor que atingir aquele objetivo no trabalho é viver cada dia intensamente. Este é o lema deles.
     Tais coisas fazem parte da vida, mas afinal, qual caminho percorrer para se sentir realizado, completo e satisfeito? A biblia responde: “bem aventurado os que tem fome e sede de justiça porque eles serão saciados. Por que Jesus usou a expressão “fome” ao invés de busca, desejo? Porque a justiça é como a comida, sem ela não ficamos de pé, a falta dela é o que nos mata. “os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8:29). Qual é a imagem de Jesus? Como Deus é? Santo! (I Pd 1:6)
     Estou falando tudo isto porque é possível realizar uma missão, viver o momento e ainda assim não fazer parte do sentido, do grande propósito da vida que é ser como Jesus. Jonas cumpriu sua missão, – pregar em Nínive- mas não realizou o propósito maior, pois sendo egoísta e rebelde ele não foi nem um pouco parecido com Cristo. Tá vendo como podemos ganhar o mundo e perder alma? E o povo de Israel não entendeu que conquistar a si mesmo era algo mais profundo do que conquistar Canaã.
     Mas por outro lado, saiba que é impossível cumprir o propósito de Deus sem viver o momento e sem ter uma missão. Sendo assim esta história do monge que se afasta de tudo e de todos é tolice. Ser é mais importante que fazer, no entanto você só é quando faz.

2-O mais faminto é quem não tem o que comer
     Esta bem-aventurança é uma conseqüência da primeira, a humildade. Quem tem mais fome de ser santo senão aquele que está ciente de que é pecador? Você sabe que não tem nada de bom então busca a bondade. Por isto Paulo foi um dos melhores, já que sabia que era um dos piores.
     Em Lucas Maria disse: “Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos”. Quem era os ricos? Os fariseus. Eles não precisavam do pão oferecido por Jesus porque já estavam de barriga cheia.

3-Esta justiça nos sacia de uma vez por todas
     O ímpio sempre se encontra com um vazio interior. Sabe por quê? Fome! Fome de justiça. Ele sempre sente que está faltando algo. E está, pois desde Adão o homem perdeu a sua roupa e tem andado nu diante de Deus. Então ele tenta se cobrir com folhas de figueira que são os seus atos de justiça, mas para o Senhor são trapos de imundícia. Outros se vestem com folhas de dinheiro e outros tentam se cobrir no sexo, na fama e por aí vai. Todos eles se parecem como a mulher samaritana que teve cinco maridos, porem nenhum matou a sede que ela tinha de ser amada e de encontrar algo ou alguém que a completasse até que bebeu de Cristo e nunca mais teve sede (Jo 4:14).

4-Devemos ser saciados sempre
     No verso 12 de filipenses Paulo diz “Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição”, mas no 15 afirma: “todos, pois, que somos perfeitos”. Cristianismo é a religião dos paradoxos, onde somos perfeitos porém estamos buscamos a perfeição, onde estamos satisfeitos nele, mas ainda assim estam os sedentos por mais justiça.
      “ Apenas se renda e você irá se santificar”, é a doutrina pregada por muitos, mas isto é demoníaco. De Deus somos cooperados ativos e não marionetes passivos. A expressão “fome e sede de justiça” não pinta um quadro onde ficamos parados esperando a ação solitária de Deus para nos santificar. Portanto, a diferença de quem está na lei para quem está na graça não é que um faz muito e o outro faz pouco, mas sim que o legalista faz muito na sua força, enquanto que o homem da graça faz muito na força de Cristo.
     Uma vez eu vi na Tv um caminhão que distribuía comida para os famintos da África. Quando o homem começou a entregar a comida, as pessoas voavam em direção a ela, e alguns chegavam até a pisotear os demais. Quando nossa fome pelo pão do céu for igual à destes africanos pelo pão da terra seremos saciados.

Autor: Pr. Rodrigo David
Edição: Heverton de Oliveira
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Nós do blog do Heverton agradecemos o interesse!
Que Deus abençoe!

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