Eu creio em milagres

Mc 5:29

É muito comum ouvirmos histórias estranhas de pastores com os seus milagres. Mentiras, manipulação e um esforço tremendo de homens tentando fabricar milagres. No entanto, por causa dos falsos profetas nós deixaremos de acreditar que Deus continua operando sobrenaturalmente para realizar o impossível? Claro que não! Nossa fé está em Jesus e não em homens.A história acima mostra o dia em que mesmo diante de uma multidão, a mulher hemorrágica conseguiu tocar em Jesus e ser curada de sua doença. O interessante é que havia muitas pessoas seguindo a Jesus, e mais, grudadas nele, porém apenas esta mulher recebeu algo. Hoje, não é diferente, existem muitas pessoas que seguem a Jesus de perto, mas que ainda assim não podem ver ou experimentar os milagres de Deus. Se quisermos os milagres de Jesus precisamos aprender com esta mulher.



 1-Milagre é uma ação de Deus, mas cheia de sacrifício humano
Somos tendenciosos a pensar que se é milagre, Deus tem que agir sozinho. A história aqui mostra o oposto, “parece” que a mulher é que fez tudo sozinha e Jesus só percebeu quando a cura já tinha sido liberada.Pense no trabalho que deu para esta mulher chegar até Jesus. Ela sofria de uma hemorragia, que é a perda de sangue no sistema circulatório, durante doze anos. Ela deveria ser puro osso, frágil, no entanto conseguiu furar uma multidão.Em quase todos os milagres de Jesus, as pessoas é que foram até ele. Até quando Jesus foi até o enfermo, ele foi porque alguém primeiro buscou a Jesus pelo doente.

2-Milagre é você estar fraco em si, mas forte na fé
Naturalmente falando esta mulher tinha perdido as forças, fisicamente ela era extremamente débil. Contudo, isto não fez dela alguém fraca na fé. Paulo disse: “quando sou fraco, sou forte”. Ao ouvirem isto, pessoas se permitem ficar na lama, paradas, remoendo suas feridas e sussurrando: “Óh, meu Deus!”. Não, não é esta fraqueza que Deus quer de nós. A fraqueza boa é aquela onde reconhecemos nossa debilidade física, intelectual, quando percebemos que somos pequenos diante dos problemas, mas ao mesmo tempo que somos fracos em nós, somos fortes em Deus. Nunca devemos ser fracos na fé. Podemos ser fracos nos braços, nos recursos, mas nunca, nunca na fé.

3-Milagres geralmente não acontecem do dia para a noite
Esta mulher sofreu doze anos até receber sua cura. Por quê? Não sei. Mas de uma coisa eu sei: precisamos insistir como esta mulher fez. Não estou dizendo que o seu milagre vai demorar, apenas te motivando a não desistir mesmo diante da aparente demora. Para ler a história do milagre desta mulher você gastou mais ou menos um minuto, mas para ela receber o milagre, foram anos. Ler a história de um milagre é rápido, agora fazer parte dele é um processo onde só Deus sabe o que e por que ele esta fazendo o que faz. Por isto, nestas horas, basta a nós acreditar que na hora certa nosso milagre vai chegar.


Autor: Pr. Rodrigo David Mocellin 
Edição: Heverton de Oliveira

Aos pregadores da Prosperidade

Por Jonh Piper
Uma mudança fundamental aconteceu com a vinda de Cristo ao mundo. Até aquele tempo, Deus focou sua obra redentora em Israel com obras eventuais entre as nações. Paulo disse: “Nas gerações passadas, [Deus] permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos” (Atos 14:16). Ele os chamou de “tempos da ignorância.”
“Não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (Atos 17:30).
Agora o foco passou de Israel para as nações. Jesus disse: “O reino de Deus vos será tirado [Israel] e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos [seguidores do Messias]” (Mateus 21:43). Um endurecimento veio sobre Israel até que o número total das nações entrasse (Romanos 11:25).
Uma das principais diferenças entre essas duas épocas é que, no Antigo Testamento, Deus glorificou amplamente a si mesmo ao abençoar Israel, de modo que as nações pudessem ver e saber que o Senhor é Deus.
“Faça ele [o Senhor] justiça ao seu […] povo de Israel, segundo cada dia o exigir, para que todos os povos da terra saibam que o SENHOR é Deus e que não há outro” (1Reis 8:59-60).

Réplica do Templo de Salomao, da Igreja Universal, estimado em 350 milhoes de dólares, Pode isso Arnaldo?
Israel não foi enviada como uma “Grande Comissão” para ajuntar as nações; pelo contrário, ela foi glorificada para que as nações vissem sua grandeza e viessem a ela. Então, quando Salomão construiu o templo do Senhor, foi espetacularmente abundante em revestimentos de ouro.
O Santo dos Santos tinha vinte côvados de comprimento, vinte côvados de largura e vinte côvados de altura. E foi coberto com ouro puro. Ele também cobriu de ouro um altar de cedro. E Salomão revestiu o interior da casa com ouro puro, e fez passar correntes de ouro frente ao Santo dos Santos, o qual também cobriu de ouro. E cobriu de ouro toda a casa, inteiramente. Também cobriu de ouro todo o altar que estava diante do Santo dos Santos. (1Reis 6:20-22)
E quando ele mobiliou o templo, o ouro mais uma vez se tornou igualmente abundante.
Então Salomão fez todos os utensílios que estavam na casa do Senhor: o altar de ouro, a mesa de ouro para os pães da proposição, os castiçais de ouro finíssimo, cinco à direita e cinco no lado sul e cinco no norte diante do Santo dos Santos; as flores, as lâmpadas e as linguetas, também de ouro; as taças, espevitadeiras, bacias, recipientes para incenso e braseiros, de ouro finíssimo; as dobradiças para as portas da casa interior e do Santo dos Santos, também de ouro. (1Reis 7:48-50)
Salomão levou sete anos para construir a casa do Senhor. E então levou treze anos para construir sua própria casa (1Reis 6:38 e 7:1). Ela também era abundante em ouro e pedras de valor (1Reis 7:10).
Então, quando tudo estava construído, o nível de sua opulência é visto em 1Reis 10, quando a rainha de Sabá, representando as nações gentias, vai ver a glória da casa de Deus e de Salomão. Quando ela viu, “ficou como fora de si” (1Reis 10:5). Ela disse: “Bendito seja o SENHOR, teu Deus, que se agradou de ti para te colocar no trono de Israel; é porque o SENHOR ama a Israel para sempre, que te constituiu rei” (1Reis 10:9).

“O padrão no Antigo Testamento é uma religião ‘venha-ver’ (…) O Novo Testamento apresenta uma religião ‘vá-anunciar'” (John Piper)
Em outras palavras, o padrão no Antigo Testamento é uma religião venha-ver. Há um centro geográfico do povo de Deus. Há um templo físico, um rei terreno, um regime político, uma identidade étnica, um exército para lutar as batalhas terrenas de Deus, e uma equipe de sacerdotes para fazer sacrifícios animais pelos pecados.
Com a vinda de Cristo tudo isso mudou. Não há centro geográfico para o Cristianismo (João 4:20-24); Jesus substituiu o templo, os sacerdotes e os sacrifícios (João 2:19; Hebreus 9:25-26); não há regime político Cristão porque o reino de Cristo não é deste mundo (João 18:36); e nós não lutamos batalhas terrenas com carruagens e cavalos ou bombas e balas, mas sim batalhas espirituais com a palavra e o Espírito (Efésios 6:12-18; 2Coríntios 10:3-5).
Tudo isso sustenta a grande mudança na missão. O Novo Testamento não apresenta uma religião venha-ver, mas uma religião vá-anunciar. “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28:18-20).
As implicações disso são enormes para a forma que vivemos e a forma que pensamos a respeito de dinheiro e estilo de vida. Uma das implicações principais é que nós somos “peregrinos e forasteiros” (1Pedro 2:11) na terra. Nós não usamos este mundo como se ele fosse nosso lar de origem. “A nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Filipenses 3:20).
Isso leva a um estilo de vida em pé de guerra. Isso significa que nós não acumulamos riquezas para mostrar ao mundo o quão rico nosso Deus pode nos fazer. Nós trabalhamos duro e buscamos uma austeridade em pé de guerra pela causa de espalhar o evangelho até os confins da terra. Nós maximizamos o esforço de guerra, não os confortos de casa. Nós criamos nossos filhos com a visão de ajudá-los a abraçar o sofrimento que irá custar para finalizar a missão.
Então, se um pregador da prosperidade me questiona sobre as promessas de riqueza para pessoas fiéis no Antigo Testamento, minha resposta é: Leia seu Novo Testamento com cuidado e veja se você encontra a mesma ênfase. Você não irá encontrar. E a razão é que as coisas mudaram dramaticamente.
“Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes” (1Timóteo 6:7-8). Por quê? Porque o chamado a Cristo é um chamado para participar de seus sofrimentos “como um bom soldado de Cristo Jesus” (2 Timóteo 2:3). A ênfase do Novo Testamento não são as riquezas que nos atraem para o pecado, mas o sacrifício que nos resgata dele.
Uma confirmação providencial de que Deus planejou esta distinção entre uma orientação venha-ver no Antigo Testamento e uma orientação vá-anunciar no Novo Testamento, é a diferença entre o idioma do Antigo Testamento e o idioma do Novo. Hebraico, o idioma do Antigo Testamento, não era compartilhado por nenhum outro povo no mundo antigo. Era unicamente de Israel. Isto é um contraste surpreendente com o Grego, o idioma do Novo Testamento, que era o idioma de comércio do mundo romano. Então, os próprios idiomas do Antigo e do Novo Testamentos sinalizam a diferença de missões. O hebraico não era apropriado para missões no mundo antigo. O grego era perfeitamente apropriado para missões no mundo romano.
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Este post é parte de uma série de dez artigos do John Piper publicados no blog Voltemos ao Evangelho. Para ver a série completa, clique aqui

Discernindo os Tempos

Ec 3:1-8

     Qual o segredo da felicidade? Para mim, o segredo é que há mais do que um segredo, e não apenas para a felicidade, para tudo na vida. O que estou querendo dizer é que há mais do que um principio para termos êxito nas nossas vidas. Sendo assim, aqui está um dos segredos para sermos pessoas felizes e completas e m deus: discernir os tempos.
     No Sl 90:12 “ensina.nos a contar os nossos dias para que alcancemos coração sábio”. Saber que dia é hoje, dia de plantar ou de colher, de chorar ou ir, é fundamental para sermos felizes. Deixe-me dar alguns princípios para o tempo.


1-Tudo tem o seu tempo


     A palavra tempo aparece 438 vezes na bíblia e a expressão tempo determinado ocorre 13 vezes em toda a palavra do Senhor. A bíblia também diz que Jesus veio na “plenitude do tempo” (Gl 4:4). Sendo assim, tão importante quanto saber o que fazer devemos nos perguntar quando fazer. Um bolo tirado antes ou depois do tempo é ruim. Saul ofereceu sacrifício antes da hora e perdeu o reino. Israel tentou entrar em Canaã depois da hora e perdeu a terra.
     Alguns dizem: “Nunca é tarde”. É, isto está escrito em pára-choque de caminhão, mas não na bíblia. Is 55:6 diz que devemos buscar a Deus enquanto se pode achar, porque uma hora vai ser tarde demais.
     O desanimo de muitas pessoas é só uma questão de tempo. Estão querendo colher em época de plantar e abraçar em época de deixar de abraçar.

2-O tempo muda


     Dn 2:21 diz que Deus é quem muda o tempo e as estações. O tempo muda, não vivemos apenas dias de sol ou apenas de chuva. Há quatro e não apenas uma estação. Por isto, aceite as mudanças que vem com o tempo. Todas as crises, de idade, de relacionamento, poderiam facilmente ser resolvidas se aceitássemos que o tempo muda, que nossas vidas tem fases diferente.
     Fugimos das mudanças porque elas são doloridas no começo, mas devemos nos lembrar que elas são produtivas também. É doloroso para o pai, ver sua filhinha se casando e saindo de casa. Entretanto, o pai precisa deixar a filha ir para que ela cresça e viva sua vida na plenitude.
     Na realidade, as mudanças da vida constituem um renovo. Isto explica as estações, onde com a mudança de tempo as arvores renovam suas folhas. Veja as mudanças da maneira certa: são doloridas, mas também renovadoras.

3-Viva cada tempo


     Há pessoas que se acham donas de si e do tempo: “Eu Faço a minha sorte”. É um engano, só deus tem controle do amanhã. Esta semana aconteceu uma tragédia com a base brasileira de pesquisas climáticas na Antártida, onde dois homens que iriam se aposentar ano que vem vieram a falecer. Nesta hora Nós pensamos: “Talvez o homem projetou a aposentadoria durante anos e agora ela virou fumaça. É, não temos controle sobre nada, devemos viver cada dia intensamente e fielmente a Deus”.
     Jesus disse em Mt 6:34 para não nos preocuparmos com o dia de amanhã. Sendo assim, vamos viver o hoje, do jeito que ele se apresentar a nós. Choveu? Leve sombrinha? Fez sol? Vamos à praia. Morreu alguém ou perdeu o emprego?Chore. Ganhou um carro ou um aumento? Faça festa. 
     No cristianismo de muitas pessoas é pecado a sente sentir o tempo, nos envolvermos com a vida. Para estas pessoas é pecado chorar ou rir. Graças a Deus que elas estão erradas, visto que Jesus chorou no dia que Lazaro morreu, mas também riu no casamento em Caná da Galiléia.



Autor: Pr. Rodrigo David Mocellin 
Edição: Heverton de Oliveira

Acautele-se da Lógica

Por Jonh Pipper

“Ordena o que quiseres, e dá-me o que ordenares.”
2 Crônicas 30 nos diz como o rei Ezequias restaurou a Páscoa em Israel. Essa  celebração havia sido negligenciada, e Ezequias contristou-se por essa  desobediência. Por isso, enviou mensageiros que percorressem o país e chamassem o povo ao arrependimento e à obediência.
A mensagem do rei estava repleta de afirmações condicionais. Por exemplo: “Se vós vos converterdes ao SENHOR… vosso Deus… não desviará de vós o rosto” (v. 9). Estas afirmações condicionais mostram que Deus reage às nossas escolhas. Ou seja, se fizermos determinada escolha, Deus faz algo; se fizermos uma escolha diferente, Ele faz algo diferente. Por isso, Ezequias convocou o povo a voltar-se para o Senhor, a fim de que Ele se voltasse para o povo.
Esta reação de Deus às escolhas que fazemos levam algumas pessoas a precipitarem-se a uma conclusão “lógica” que não possui qualquer fundamento. Eles dizem: “Se Deus reage às nossas escolhas, então, o que escolhemos e o que Deus faz em resposta à nossa escolha dependem, em última instância, de nós mesmos”. Isto é o que eu chamo de “interpretação filosófica”, em vez de interpretação exegética. Em outras palavras, esta maneira de entender as afirmações condicionais da Bíblia resulta do raciocínio lógico do ser humano, e não da atenção cuidadosa aos caminhos singulares de Deus revelados no texto bíblico.
Quero ilustrar isso com base em 2 Crônicas 30. Estas são as exortações  que Ezequias enviou ao povo. Estão carregadas de condições:
• Versículo 6: “Filhos de Israel, voltai-vos ao SENHOR, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel,para que ele se volte para o restante que escapou do poder dos reis da Assíria”. Em outras palavras, se vocês se voltarem ao Senhor, Ele se voltará para vocês.
• Versículo 7: “Não sejais como vossos pais e como vossos irmãos, que prevaricaram contra o SENHOR, Deus de seus pais, pelo que os entregou à desolação, como estais vendo”. A ação de Deus em entregar os pais “à desolação” resultou de haverem eles sido infiéis ao Senhor.
• Versículo 8: “Não endureçais, agora, a vossa cerviz, como vossos pais; confiai-vos ao SENHOR, e vinde ao seu santuário que ele santificou para sempre, e servi ao SENHOR, vosso Deus, para que o ardor da sua ira se desvie de vós”. O ardor da ira de Deus se desviará de vocês, se servirem ao Senhor Deus.
• Versículo 9: “Porque, se vós vos converterdes ao SENHOR, vossos irmãos e vossos filhosacharão misericórdia perante os que os levaram cativos e tornarão a esta terra; porque o SENHOR, vosso Deus, é misericordioso e compassivo e não desviará de vós o rosto, se vos converterdes a ele”. Converter-se ao Senhor é uma condição que as pessoas têm de satisfazer, para que recebam a compaixão do Senhor em não virar as costas para elas.
Qual foi a resposta obtida pelos servos de Ezequias que levavam essas mensagens de esperança condicional? O versículo 10 nos mostra que algumas pessoas “riram-se e zombaram deles”. Mas outras “de Aser, de Manassés e de Zebulom se humilharam e foram a Jerusalém” (v. 11). O povo de Judá fez essa mesma escolha humilde (v. 12). O que fez a diferença na maneira como as pessoas reagiram? O versículo 12 nos dá a resposta incomum: “Também em Judá se fez sentir a mão de Deus, dando-lhes um só coração, para cumprirem o mandado do rei e dos príncipes, segundo a palavra do SENHOR”.
Não leia isso rapidamente. Pense sobre as implicações impressionantes. São importantíssimas. O que o versículo 12 ensina, à luz do contexto anterior, é que Deus havia ordenado: “Voltai-vos para mim, eu me voltarei para vós”. Algumas pessoas se voltaram. Por que motivo o fizeram? O versículo 12 apresenta a mais profunda razão: Deus lhes deu um coração disposto a fazer o que Ele ordenara. “Também em Judá se fez sentir a mão de Deus, dando-lhes um só coração, para cumprirem o mandado do rei e dos príncipes”.
Há alguma contradição em afirmar: “Se fizerem o que o rei ordenou, Deus removerá a sua ira de vocês” e, em seguida: “Deus lhes deu um coração disposto a fazer o que o rei ordenara”? É uma contradição afirmar uma condição que o povo tinha de satisfazer e, em seguida, dizer que Deus os capacitou a satisfazer a condição? Não, não é uma contradição. Somente um preconceito filosófico contrário ao ensino deste texto bíblico chamaria isso de contradição.
Isso esclarece dezenas de passagens bíblicas. De fato, esclarece toda a estrutura do pensamento bíblico. Quando lemos sentenças como: “Se vos voltardes ao SENHOR, Ele se voltará para vós”, não nos precipitemos à conclusão de que aquilo que escolhemos e aquilo que Deus faz em resposta à nossa escolha depende exclusivamente de nós. O versículo 12 ensina com bastante clareza: O que Deus ordena, Ele também pode dar. Isto é o correspondente bíblico mais próximo à famosa oração de Agostinho: “Ordena o que quiseres, e dá-me o que ordenares” (Confissões, X, xxix, 40).
A lição para nós é uma advertência e uma exortação. Acautele-se de interpretar a Bíblia com inferências lógicas, em vez de prestar atenção ao texto. Em vez disso, alegre-se, porque a graça de Deus está por trás de sua reação à graça dEle. Se a graça não nos despertar à graça, dormiremos durante o acontecimento. “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente” (Romanos 11.36).

Adolescentes rebeldes

Quando o assunto é adolescentes rebeldes o que eu ouço é: “É a fase difícil. Não tem jeito, adolescentes são aborrecentes!”. Será que era para ser assim? Vejo meninos cheios de ódio contra os pais, professores e contra si mesmos. Tantos jovens nas drogas e sem rumo na vida. O mundo diz que esta geração está perdida. Mas o problema não está nesta geração e sim na passada. Os pais de ontem produziram estes filhos carregados de ódio hoje. Pelo menos é isso que a minha bíblia diz:“Pais não provoqueis vossos filhos a ira”. Não é que eles são rebeldes, mas que os pais os incitaram a ira. 
      Toda criança tem dentro de si a tendência para ser rebelde, desobedecer e agir de maneira errada. Se elas fossem um carro eu diria que vieram com um defeito de fábrica que é a tendência para sair do caminho correto. Pv 22:15 “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela.”. Estultícia é insensatez, tolice, ignorância. A insensatez faz parte da natureza da criança.



      Imaginemos que eu pegue dois pedaços de madeira totalmente rústicos e dou um a você e outro a seu vizinho. Ao passar de um tempo volto para ver como eles estão. O seu está liso, envernizado e você fez até uma estante com ele. O do seu vizinho, todavia, continua do mesmo modo, e mais, como não foi bem cuidado, piorou. Eu pergunto ao seu vizinho porque isso aconteceu e ele me diz: “A minha madeira era muito rústica”. Mas isso é um engano, todas as madeiras eram rústicas, só que dependendo de como você as trata, elas se transformarão. Crianças são como estas madeiras. Tem potencial para se tornarem muitas coisas lindas e maravilhosas. Contudo, não estão prontas. Tem pernas, mas ainda não sabem andar, possuem boca, mas precisam aprender a falar. São seres humanos, mas necessitam se desenvolver para se tornarem grandes homens. E todo este crescimento, tem muito haver com vocês pais. Já que Deus deu este tremendo potencial, eu lhe pergunto: O que você tem feito com esta matéria prima chamada filhos? Uma obra de arte ou uma aberração?
      Ao defender este princípio não estou afirmando que todos filhos difíceis e rebeldes da face da terra são culpa dos pais. E já que você pode influenciar, mas jamais controlar é possível então que mesmo fazendo tudo certo, tenha um filho que faz tudo errado. Deus é um grande exemplo disto. Ele é pai, e um bom pai, porém, seu filho Adão pisou na bola. Entretanto, sem nenhuma dúvida podemos afirmar que em casas onde existem bons pais, quase sempre haverá bons filhos. 
      Um grande mau dos pais nossos de cada dia é ficarem se cobrando além da medida. Estão sempre achando que não são bons o suficiente e que não fizeram o bastante. Se você pensa deste modo, deixe-me lhe dar uma noticia: Eu não apenas acho que pais falham, mas tenho certeza. Contudo, ainda que tenha feito muitas coisas erradas até agora, não se preocupe, você não está sozinho. Por isso, assuma responsabilidade pelo seu filho, mas nunca culpa. Ao ler este livro e aprender os princípios expostos aqui, automaticamente você irá comparar com seu modo de ser pai e talvez em alguns momentos diga: “Puxa, fiz besteira”. Isto é bom e um ato de humildade, porém, por outro lado, dizer: “Eu sou um péssimo pai” é uma atitude que não lhe traz nenhum benefício. Diga “Eu errei!”, mas jamais, “Eu sou um fracassado!”. 


Autor: Pr. Rodrigo David Mocellin 
Edição: Heverton de Oliveira

É falta de ética citar pregadores famosos?

A Bíblia diz que são muitos os enganadores que viajam pelo mundo (2 Jo 7-8) e também a Palavra de Deus recomenda para termos cuidado com os falsos profetas (Mt 7.15). Devido à mentalidade pós-moderna, parece ser inadmissível fazer citações errôneas de certas pessoas. Infelizmente esta mentalidade anticristã é aceita por inúmeros lideres em nossos dias. O que devemos observar é que os apóstolos não pensavam assim, ao contrario alertavam a Igreja sobre aqueles que não andavam em sinceridade e integridade cristã, mesmo que estes fossem lideres (Gal. 2.11; 1 Tm 1.19,20; 2 Tm 2.16-18; 2 Tm 4.10,14).

Então sendo assim não há problema algum citar os nomes daqueles lideres ou não, que não andam conforme a doutrina, é o que veremos a seguir.
O mundo evangélico americano contemporâneo foi dividido quando um homem chamado Kenneth E. Hagin se projetou na mídia cristã. Hagin plagiou os ensinos de um pastor apostata, chamado E. W. Kenyon que se envolveu com as seitas metafísicas, onde chegou a declarar: “A única coisa que falta à Ciência Cristã é o sangue de Cristo”(www.posword.org/articles/kenyon/index.shtml).
Foram centenas de falsos ensinos e declarações que ofendem a ortodoxia Bíblica, um ministério que trouxe somente prejuízos para toda a Igreja Cristã. Sua vida se encerrou no ano de 2003, deixando um rastro de heresias que infectou quase toda a religião cristã contemporânea. Ele um dos principais mentores de ensinos que nas décadas de 60 e 70 fez surgir novas correntes doutrinarias como a Teologia da Prosperidade assim como ensinos da metafísica fazendo com que a maioria das Igrejas Cristãs da America do Norte, fossem envenenadas pelas heresias da confissão positiva.
Em pouco tempo esta “heresia destruidora” chegaria ao Brasil e ganharia força varrendo o Brasil de norte a sul, trazendo prejuízos incalculáveis e irreversíveis. Sem sombra de duvidas que as Igrejas Neopentecostais são as importadoras desta teologia, mas ninguém mais contribuiu para estas idéias serem vinculadas no Brasil do que o Missionário R.R. Soares com a Editora Graça Editorial, divulgando os ensinos de Kenneth Hagin.
Dentre os mais variados ensinos estão os chamados “chavões” inventados pelos mestres da fé, dentre eles: “eu ordeno, eu determino, eu reivindico, eu amarro, eu comando, profetize isto ou aquilo, profetize para si mesmo, etc, etc”.
Existem hoje milhares de seguidores de Kenneth Hagin em todo o globo, assim também como inúmeros pesquisadores cristãos que desmascararam seus falaciosos ensinos apresentando-o como um falso profeta, com provas irrefutáveis. Certo pastor com muita propriedade diz como os livros de Kenneth Hagin fizeram sucesso no Brasil: “…Embora outros “grandes” evangelistas dessa linha teológica não tenham logrado êxito no Brasil, Kenneth Hagin, de repente tornou-se um dos maiores Best Sellers. Com livros extremamente simples, ele conseguiu influenciar os rumos da igreja no Brasil mais que qualquer outro líder religioso nos últimos tempos.” [1]
Dentre os variados pressupostos para descobrir um falso profeta, como por exemplo, seu estilo de vida, podemos avaliar se uma pessoa é ou não um falso profeta, pelos seus ensinos que são seus frutos (Mt 7.20).
Keneth Hagin, um dos “profetas” do “Movimento da Fé”.
É observável que um dos “frutos” daquele que se diz um mensageiro de Deus são certamente seus ensinos. Iremos verificar dentre os inúmeros ensinos de Hagin, algumas de suas citações para observar “seus frutos”:
Hagin não tolera ser questionado:
“Se um pastor não aceitar essa mensagem, então lhe sobrevirá julgamento… haverá ministros que não a aceitarão e cairão mortos no púlpito”

Conclusão:
Lideres da prosperidade geralmente são famosos estão na mídia, são populares e agradam a todos. Porém não estão andando conforme a simplicidade do evangelho, devemos rejeitá-los por suas más obras, que são teologias manipuladas por espíritos malignos (I Tm 4.1). Os que querem ser ricos contrariam a Bíblia (1 Tm 6.9), os que ensinam prosperidade contrariam a Bíblia (I Cor 15.19), e os que pregam tesouros na Terra (MT 6.19,20) estão contrariando os ensinos de Cristo e devem ser evitados, pois mesmo sendo populares e aparentemente bem sucedidos, são apóstolos de satanás com toda sorte de engano e astucia (2 Pd 2.1-3; 2 Tm 2-4; 2 Cor. 11.3-5).
Matéria retirada do site: Pulpito cristão
Fonte:  NAPEC, [1] O evangelho da Nova Era, Ricardo Gondim, 1993, Abba Press

Negue-se a si mesmo

Mt 16:24 “Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”.

     A grande promessa do cristianismo para esta vida não é te prover ouro (dinheiro), trono (poder) ou coroa (glória deste mundo), mas sim uma cruz.
     Quando um cristão quer provar que Deus está o abençoando, ele diz: “Olha que casa maravilhosa Deus me deu”. “Olha como tenho avançado no trabalho. Estou por cima”. Nada disto é pecado, no entanto o grande sinal de um cristão é a morte, é a disposição ao sacrifício. A frase mais dita pela maioria dos cristãos é: “Eu posso, eu faço e aconteço”, mas a dos apóstolos era: “Eu morro, me humilho e obedeço”. 
     At 20:24 “em nada considero a vida preciosa para mim mesmo”. Ap 12:11“mesmo em face da morte, não amaram a própria vida”. Todo o foco e ensino do cristianismo atual está em “Como viver bem aqui”. O cristianismo verdadeiro também nos dá lições sobre esta vida, mas acima de tudo nos conclama a morrer, a perder coisas aqui para ganhar algo lá, visto que o reino de cristo não é daqui, talvez a única coroa que o mundo nos dê é a de espinho: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (I Co 15:19). Se quisermos viver para ele, temos que morrer para nós.



1-Morra para os seus sonhos
     Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. Muitas igrejas por sua vez declaram: “Se alguém quer ter Jesus atrás de si, confirme-se a si mesmo tome sua coroa e deixe que ele corra atrás de você”. Cristianismo atual faz o convite: “Venha e Jesus realizará os seus sonhos”. Mas Jesus, disse para negarmos a nós mesmos, a morrermos para nossos sonhos, porque eles são egoístas.
     Estamos acostumados a dizer que o diabo é o nosso inimigo. Sim, mas sabe qual é o grande opositor de Deus? Você! Toda a minha e sua carne é contra Deus: “Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer” (Gl 5:17). É por isto que se diz que Jacó lutou com Deus. Jacó venceu. Sabe como? Perdendo para Deus. “lutou com o anjo e prevaleceu; chorou e lhe pediu mercê” (Os 12:4). Que adversário a gente vence quando chora, se humilha e pede misericórdia? Deus.
     Relutamos em fazer a vontade de Deus, e aí então começa a se travar uma batalha, onde o Senhor vai nos humilhando e humilhando até que reconhecemos nossa desobediência e entregamos a toalha. Ao dizer: “Eu me rendo”. o senhor declara: “Você venceu! Terá tudo de mim agora”. Mas talvez você esteja dizendo: “Mas e quando a minha vontade está em acordo com a de Deus?”. Meu querido, ela nunca está. Se está, é porque você já perdeu para Ele.
     Tolstoi quando criança pulou de cabeça do segundo andar e rachou o coco, ficando assim desapontado, pois estava na esperança de que Deus o livraria: “Eu tive fé. Acreditei. Eu orei!”. Não pense que andar com Deus é se lançar num projeto de vida e dizer para Deus: “Vem atrás de mim, me segura, me abençoa, pois em creio em Ti”. Orar um monte de gente ora. Ter fé até os demônios possuem. Agora, cristianismo é quando você para e diz. “faça a tua vontade e não a minha”.
     “E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou (ICo 5:15)”. Nada mais justo… ele te deu o céu, só requer que você entregue sua mísera vida.
     Na época de Jesus, quem convertia, convertia mesmo. Só andava com Ele quem entendia a renuncia, a cruz, visto que quem cria geralmente morria. Em alguns países ainda é assim. Ouvi um missionário contando acerca de um menino de seis anos que mesmo morando num país muçulmano se entregou a Jesus, e por isto foi baleado na barriga com seis tiros. Diante da pistola o garotinho dizia: “Eu não vou negar Jesus, mas, por favor, não me mate”. Hoje em nosso pais “cristão” muitos negariam a Jesus, pois quem não negou a si, nega a Cristo.
     Mas eu te pergunto: Por que Moisés “recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado”, Paulo entregou sua vida e os discípulos abriram mão de tudo para seguir a Jesus? Eles viram algo que muitos de nós não viram. E o que viram é muito, muito bom. Pode não ser bom para o ego, mas é maravilhoso para a alma.
     “Eu nasci pobre, não tinha nada. Mas hoje tenho isto e aquilo”. Este nós dizemos: “Venceu na vida”. Moisés, por sua vez tinha tudo, mas abriu mão de tudo. Este, nós dizemos: “perdeu na vida”. Sim, mas para Deus é quem perde que ganha.
     O cristianismo atual mede você com base nas coisas que conquistou. o cristianismo verdadeiro te avalia com base no que você perdeu. Se não perdeu nada por seguir Jesus, então é porque você não está de fato o seguindo.

2-Morra para a glória humana
     Logo após dizer “negue-se”, Jesus declara: “de que adianta ganhar o mundo”. Por que ele não disse “Negue-se, não mate, não roube, não adultere”? Porque o maior problema do homem é a sede por ser um sucesso, é a ambição. Esta é a pior parte da carne.
     Mas talvez você esteja dizendo: “Eu sou um cara humilde. Não quero ganhar o mundo”. Quer sim, todos querem. Alguns são mais ambiciosos e aspiram ser aplaudidos em todo o globo, outros querem pelo menos ser elogiados em toda a sua cidade, ou então pelo menos em todo o seu bairro, ou então pelo menos em todo o seu colégio ou então em toda a sua família. Mas uma coisa é certa, o ser – humano, numa escala maior ou menor, ama a glória deste mundo e o elogio dos outros homens.
     Sabe por que muitos aqui não conseguem tomar a cruz de Cristo? Por que estão buscando a coroa dos homens. E por causa da glória humana, deixam de servir a Deus: “Contudo, muitos dentre as próprias autoridades creram nele, mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga. porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus” (Jo 12:42-43).
     Você trabalha que como um louco e diz que é por necessidade ou para dar uma vida melhor para seu filho, mas a verdade é que você o faz pela glória dos homens e por isto não tem tempo para o reino de Deus.
     Por que um pastor deixa de pregar a verdade? Pela glória dos homens.
     Por que um jovem começa a namorar e ficar? Por que não agüenta ficar sem sexo? Não, é porque ele não agüenta ser caçoado pelos homens.
     Não ligue para os homens, e mais, abomine o elogio deles.“Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo” (Gl 1:10). “Eu não aceito glória que vem dos homens” (Jo 5:41) “aquilo que é elevado entre homens é abominação diante de Deus” (Lc 16:15). Quem se destaca no mundo? O belo, o forte, o endinheirado, o talentoso. Nada disto é pecado em si mesmo, mas não ligue para elas. Abomine o que Deus abomina. Você até pode ser belo e ter dinheiro, mas abomine a glória que vem através deles, almeje a glória da cruz. Mas lá é o lugar onde viram Jesus. E enquanto os homens viraram o rosto, Deus foi glorificado. Para os judeus e gregos era um escândalo e loucura (I Co 1:23), mas para Deus foi deleite: “ao Senhor agradou moê-lo” (Is 53:10).
     Antes do pecado Adão estava nu, mas não percebia, porque provavelmente estava vestido com a glória de Cristo. Por isto na cruz, Jesus morreu sem roupa, mas mostrar que neste mundo caído só seremos cobertos com a glória de Deus se você estiver nu diante dos homens.
     Isto explica porque Davi não se importou com o desprezo de Mical. Ao vê-lo dançando diante da arca da aliança com tanta força que partes do seu corpo ficaram expostas, ela lhe disse: “Que bela figura fez o rei de Israel, descobrindo-se, hoje, aos olhos das servas de seus servos, como, sem pejo, se descobre um vadio qualquer!” (II Sm 6:20). E o rei de Israel retrucou: “Perante o SENHOR, que me escolheu a mim antes do que a teu pai e a toda a sua casa, mandando-me que fosse chefe sobre o povo do SENHOR, sobre Israel, perante o SENHOR me tenho alegrado. Ainda mais desprezível me farei e me humilharei aos meus olhos” (II Sm 6:21-22). É como se Davi estivesse dizendo: “Se para trazer a presença eu preciso me tornar desprezível aos olhos dos homens, ainda mais desprezível farei”.
     O princípio se repete: só traz a presença de Deus para casa, aquele que estiver pelado diante dos homens.


Autor: Pr. Rodrigo David Mocellin 
Edição: Heverton de Oliveira

A reposta de Deus à dor

Sl 100:1-5 
     Muitos porquês permanecem sem resposta entre os crentes. E dentre todos eles, o sofrimento é, para muitos, o mais polêmico dos assuntos: “Como é possível um Deus Bom e Todo-Poderoso permitir tantas desgraças?”. Sendo assim, o problema não é a dor, mas a dor num mundo de Deus.
     “Menina estuprada!”. “Criança morta!” são noticias comuns na TV e na bíblia. Por tudo isto que tem horas que a confissão de fé, Deus é amor, acaba se tornando uma grande declaração de dúvida.
     Entretanto, mesmo vivendo neste mundo de tanta tristeza e desgraça, o salmista, inspirado pelo Espírito, nos ordena a servirmos a Deus com alegria.

Por que servir a Deus? Qual a resposta de Deus à dor?

1-Porque Ele é Deus


     Sl 100:3 “Sabei que o Senhor é Deus”. Queremos saber muitas coisas para nos submeter. Contudo, a única necessidade humana é saber que o Senhor é Deus. Em Ex 20:2, antes de dar os dez mandamentos, Deus diz: “Eu sou o Senhor”. É como se ele dissesse: “Sabe por que você não vai matar, não vai adulterar? Ora, porque Eu estou mandando”.
     Muita gente não aceita a doutrna da predestinação. Sabe por quê? Porque ninguém a entende completamente.
     Nossas dúvidas se resolvem através da nossa submissão. Você não precisa saber o por quê disto e daquilo, a única coisa que você precisa saber é que só o Senhor é Deus. Jó fez inúmeras perguntas sobre o motivo que o levou a enfrentar todos aqueles sofrimentos. Deus, a partir do capítulo 38, começa responder a Jó. E o que Ele diz é: “Eu sou o Deus que criou os céus e a terra e não preciso explicar nada a você, na realidade é você quem me deve explicações”.

2-Porque o Senhor é bom


     Não havia cardos e abrolhos, paralíticos e tetraplégicos antes do pecado. De fato, a culpa de tudo o que existe de ruim hoje, tem haver com o homem. No entanto, isto não explica muita coisa, porque já que todos pecaram, porque alguns sofrem mais que outros?
     A doutrina espírita diz que uma pessoa que nasce cega é por conta de uma culpa da vida passada. Mas qual a resposta cristã a este assunto tão polemico? Aqui vai………..(      )

     É isto mesmo, não há uma explicação. Na realidade quando os discípulos perguntaram de quem era a culpa pelo cego ter nascido daquele jeito, a resposta de Jesus foi: “para manifestar a glória de Deus”. E é isto o que complica a gente, não termos respostas, não termos ninguém para acusar, estarmos desprovidos de uma resposta lógica do tipo: 2+2=4. No mundo dos amigos de Jó, onde o pecador recebe apenas coisas ruins e o bonzinho recebe apenas coisas boas é mais fácil, mas no mundo de Deus, onde o homem de Deus Paulo tem uma vida e morte difícil enquanto que o homem de Deus Davi tem uma vida mais confortável é que as coisas se complicam.
     Entenda: não dá para entender. O consolo não vem pelo conhecimento, e sim através da confiança, confiança em um Deus bom e maravilhoso. Todo sofrimento da humanidade começou por causa da desconfiança. Adão queria conhecer o bem e o mal, para ele viver inocentemente dependente da vida de e misericórdia de Deus não eram o bastante.
     Eu não sei de muita coisa, mas de uma coisa eu sei: “Só o Senhor é Deus”.



Autor: Pr. Rodrigo David Mocellin 
Edição: Heverton de Oliveira

Ou Jesus é Tudo pra você ou não é Nada pra você

Assista a esse vídeo e analise como está sua vida cristã!

Paul Washer se converteu enquanto estudava na Universidade do Texas. Ele completou seus estudos de graduação e se matriculou no seminário “Southwestern Theological Seminary” (Seminário Teológico do Sudoeste), onde recebeu seu mestrado em Divindade. Depois de se formar, mudou-se para o Peru e serviu como missionário.

Paul ministrou como missionário no Peru por 10 anos, período durante o qual ele fundou a Sociedade Missionária HeartCry para apoiar peruanos plantadores de igreja. O trabalho da HeartCry agora suporta mais de 100 missionários indígenas (missionários da própria nação) em mais de 20 países na Europa Oriental, na América do Sul, na África, na Ásia e no Oriente Médio.
Hoje, Paul serve como um dos trabalhadores da Sociedade Missionária HeartCry (www.heartcrymissionary.com). Ele e sua esposa Charo têm três filhos: Ian, Evan, e Rowan.


Não deixe o fracasso destruir seu sonho de servir a Deus

Por Jonh Pipper


Em 26 anos de pastorado, o mais perto que eu havia chegado de ser demitido da Igreja Batista Bethlehem foi em meados da década de 1980, depois de escrever um artigo intitulado Missões e masturbação para nosso boletim. Eu o escrevi ao voltar de uma conferência sobre missões presidida por George Verwer, presidente da Operação Mobilização. No evento ele disse como seu coração pesava pelo imenso número de jovens que sonhavam em obedecer completamente a Jesus, mas que acabavam se perdendo na inutilidade da prosperidade americana. A sensação constante de culpa e indignidade por causa de erros sexuais dava lugar, pouco a pouco, à falta de poder espiritual e ao beco sem saída da segurança e conforto da classe média.

Em outras palavras, o que George Verwer considerava trágico – e eu também considero – é que tantos jovens abandonem a causa da missão de Cristo porque ninguém lhes ensinou como lidar com a culpa que se segue ao pecado sexual. O problema vai além de não cair; a questão é como lidar com a queda para que ela não leve toda uma vida para o desperdício da mediocridade. A grande tragédia não são práticas como a masturbação ou a fornicação, e nem a pornografia. A tragédia é que Satanás usa a culpa decorrente desses pecados para extirpar todo sonho radical que a pessoa teve ou poderia vir a ter. Em vez disso, o diabo oferece uma vida feliz, certa e segura, com prazeres superficiais, até que a pessoa morra em sua cadeira de balanço, em um chalé à beira de um lago.
Hoje de manhã mesmo, Satanás pegou seu encontro das duas da manhã – seja na televisão ou na cama – e lhe disse: “Viu? Você é um derrotado. O melhor é nem adorar a Deus. Você jamais conseguirá fazer um compromisso sério para entregar sua vida a Jesus Cristo! É melhor arrumar um bom emprego, comprar uma televisão de tela plana bem grande e assistir o máximo de filmes pornográficos que agüentar”. Portanto, é preciso tirar essa arma da mão dele. Sim, claro que quero que você tenha a coragem maravilhosa de parar de percorrer os canais de televisão. Porém, mais cedo ou mais tarde, seja nesse pecado ou em outro, você vai cair. Quero ajudá-lo a lidar com a culpa e o fracasso, para que Satanás não os use para produzir mais uma vida desperdiçada.
Cristo realizou uma obra na história, antes de existirmos, que conquistou e garantiu nosso resgate e a transformação de todos que confiarem nele. A característica distintiva e crucial da salvação cristã é que seu autor, Jesus, a realizou por completo fora de nós, sem nossa ajuda. Quando colocamos nele a fé, nada acrescentamos à suficiência do que fez ao cobrir nossos pecados e alcançar a justiça que é considerada nossa. Os versículos bíblicos que apontam isso com mais clareza estão na epístola de Paulo aos Colossenses 2.13-14: “Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões e cancelou o escrito de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz”.
É preciso pensar bem nisso para entender plenamente a mais gloriosa de todas as verdades: Deus pegou o registro de todos os seus pecados – todos os erros de natureza sexual – que deixavam você exposto à ira. Em vez de esfregar o registro em seu rosto e usá-lo como prova para mandar você para o inferno, Deus o colocou na mão de Seu filho e pregou na Cruz. E quem são aqueles cujos pecados foram punidos na cruz? Todos que desistem de tentar salvar a si mesmos e confiam apenas em Cristo. E quem assumiu essa punição? Jesus. Essa substituição foi a chave para a nossa salvação.
Alguma vez você já parou para pensar no que significa Colossenses 2.15? Logo depois de afirmar que Deus pregou na cruz o registro de nossa dívida, Paulo escreve que o Senhor, “tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz”. Ele se refere ao diabo e seus exércitos de demônios. Mas como são desarmados? Como são derrotados? Eles possuem muitas armas, mas perdem a única que pode nos condenar – a arma do pecado não perdoado. Deus pregou nossas culpas na cruz. Logo, houve punição por elas – então, seus efeitos acabaram! O problema é que muitos percebem tão pouco da beleza de Cristo na salvação que o Evangelho lhes parece apenas uma licença para pecar. Se tudo que você enxerga na cruz de Jesus é um salvo-conduto para continuar pecando, então você não possui a fé que salva. Precisa se prostrar e implorar a Deus para abrir seus olhos para ver a atraente glória de Jesus Cristo.
Culpa corajosa – A fé que salva recebe Jesus como Salvador e Senhor e faz dele o maior tesouro da vida. Essa fé lutará contra qualquer coisa que se coloque entre o indivíduo salvo e Cristo. Sua marca característica não é a perfeição, nem a ausência de pecados. Quem enxerga na cruz uma licença para continuar pecando não possui a fé que salva. A marca da fé é a luta contra o pecado. A justificação se relaciona estreitamente com a obra de Deus pregando nossos pecados na cruz. Justificação é o ato pelo qual o Senhor nos declara não apenas perdoados por causa da obra de Cristo, mas também justos mediante ela. Cristo levou nosso castigo e realiza nossa retidão. Quando o recebemos como Salvador e Senhor, todo o castigo que ele sofreu, e toda sua retidão, são computados como nossos. E essa justificação vence o pecado.
Possuímos uma arma poderosa para combater o diabo quando sabemos que o castigo por nossas transgressões foi integralmente cumprido em Cristo. Devemos nos apegar com força a essa verdade, usando-a quando o inimigo nos acusar pelas nossas faltas. O texto de Miquéias 7.8-9 apresenta o que devemos lhe dizer quando ele zombar de nossa aparente derrota: “Não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei (…) Sofrerei a ira do Senhor, porque pequei contra ele, até que julgue a minha causa e execute o meu direito”. É uma espécie de “culpa corajosa” – o crente admite que errou e que Deus está tratando seriamente com ele. Mas, mesmo em disciplina, não se afasta da bendita verdade de que tem o Senhor ao seu lado!
Há vitória na manhã seguinte ao fracasso! Precisamos aprender a responder ao diabo ou a qualquer um que nos diga que o Senhor não poderá nos usar porque pecamos. “Ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei”, frisou o profeta. “Embora eu esteja morando nas trevas, o Senhor será a minha luz.” Sim, podemos estar nas trevas da iniqüidade; podemos sentir culpa, porque somos, realmente, culpados pelo nosso pecado. Mas isso não é toda a verdade sobre o nosso Deus. O mesmo Deus que faz nossa escuridão é a luz que nos apóia em meio às trevas. O Senhor não nos abandonará; antes, defenderá a nossa causa.
Quando aprendermos a lidar com a culpa oriunda de nossos erros com esse tipo de ousadia em quebrantamento, fundamentados na justificação pela fé e na expiação substitutiva que Cristo promoveu por nós, seremos não apenas mais resistentes ao diabo como cometeremos menos falhas contra o Senhor. E, acima de tudo, Satanás não será capaz de destruir nosso sonho de viver uma vida em obediência radical a Jesus e de serviço à sua obra.
Fonte: Ortodoxia , Texto retirado do site: Púlpito Cristão