Submissão é sinônimo de Maturidade

Logo após negar Jesus, Pedro voltou a praia para pescar peixes. O Mestre foi ao seu encontro para trazer-lo de volta, reconduzindo-o ao ministério de pescar homens. E a história a gente conhece, Jesus faz três vezes a famosa pergunta: “Tu me amas”, e em seguida diz para o homem que mais tarde seria o líder da igreja: “Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres” (Jo 21:28). Para Jesus, sinônimo de maturidade é permitir ser conduzido por outros. Aqueles que vivem a mudar de igreja e de pastor são crianças, revelando que na realidade o único pastor que eles desejam ter sobre si são eles mesmos.

Não é fácil se submeter, por isto Jesus disse que quem quisesse andar com ele deveria tomar a cruz, negar a si mesmo e só então segui-lo. Porém, onde não há um madeiro que mata nosso ego não há cristianismo, o máximo que pode existir é uma religião barata onde o Senhor é você. A cruz foi a única coisa que conseguiu matar Deus e continua sendo ela e, somente ela, a responsável para aniquilar com o “deuzinho” que há no seu e no meu interior.

Autor: Pr. Rodrigo David Mocellin

O sacerdote do Novo Testamento

Hoje, quando dizemos que algum cantor ou pastor de renome estará em algum lugar, logo a noticia se espalha, e conseqüentemente a casa fica sempre cheia. Por mais que não cante ou pregue tão bem, mas, se está na mídia, tudo vale pra ficar perto do “astro”. Até aqueles crentes que não são tão firmes, que vão à igreja só no dia de ceia, quando vão, aparecem por lá. Isso falando de crentes.
Mas em contra partida, imagine se é uma notícia como essa que se segue, e é divulgada para crentes e não crentes: “Um homem está pregando no deserto, quem já o ouviu, diz que ele prega sem púlpito, em um lugar que não tem cadeiras, ar condicionado, bebedouro, salinha para as crianças, debaixo um sol extremamente quente, além do mais, ele se veste com roupas feitas de pêlo de camelo e sua comida é mel silvestre e gafanhoto. Mas isso ainda não é o principal, pra piorar a situação, sua palavra é muito dura, ele prega o arrependimento de pecados e apontando o dedo na cara das pessoas diz: Vós sois raça de víboras”.

A mesma dificuldade que temos hoje em levar as pessoas para dentro das igrejas, não é nem um pouco diferente das dificuldades que João Batista enfrentava. Mesmo sendo homem de Deus, ele teria que ter algo de muito especial pra que as pessoas saíssem de suas casas para ouvir uma mensagem como está. Basta sermos lógicos e um pouco racionais e nos perguntaremos: Quem seria atraído pra ouvir uma mensagem dessas? Quem iria a um lugar desse ver uma pessoa como essa? Mateus capítulo 3 versículo 5 diz: “Então, saíam a ter com ele Jerusalém, toda a Judéia e toda a circunvizinhança do Jordão”.

O que levaria pessoas a sair de suas casas pra ver esse homem?
O que faz as pessoas irem à igreja hoje, é a mesma coisa que fazia elas irem ao deserto. A UNÇÃO DE DEUS.
De que adianta estratégias, pastores com nível superior e doutorado em teologia, psicologia, física, matemática, ou o que quer que seja. De que adianta uma boa oratória e um conhecedor pleno do vocabulário da língua portuguesa?
O que atrai as pessoas não é a simpatia humana, a oratória de um bom pastor, muito menos a sua estratégia ou inteligência. Mesmo hoje, as igrejas tendo muito mais recursos que aumentam a confortabilidade delas, muito diferente do deserto que João Batista pregava, nada adiantará se Deus não quebrantar esses corações de pedra.
Para que a unção de Deus seja liberada, é necessário que a Palavra de Deus seja verdadeiramente pregada, o que raramente vemos em nosso tempo.
Infelizmente a igreja de hoje perdeu o seu foco, o que vemos na maioria das vezes são pastores motivacionais, que pregam, ou melhor, “palestram” a auto-ajuda e o “tudo você pode em si mesmo”, basta força de vontade, iniciativa e não desistir. Hoje infelizmente há poucas igrejas de verdade. A maioria dos “templos evangélicos” são apenas grandes consultórios de psicologia que atendem dezenas e centenas de pessoas juntas.
Ainda bem que Deus está sempre levantando “Joãos”, “Paulos”, “Luteros”. Homens que não se corrompem, que não se dobram diante outros deuses e doutrinas. Verdadeiros sacerdotes que fazem a diferença em seus tempos. Assim temos que ser.
Com base nesse homem de Deus chamado João Batista, gostaria de tecer três características de um verdadeiro sacerdote em nosso tempo.

1- Não se prende as tradições


Conta-se que o marido perguntou a sua esposa: Por você corta as asas do peru de natal antes de assá-lo? Por que minha mãe faz assim, retrucou ela. Então ele fez a mesma pergunta a sua sogra. E a resposta foi: Por que minha mãe faz assim. Inquieto, pegou seu carro e viajou duzentos quilômetros, e fez a mesma pergunta à velhinha. Ao que ela respondeu: minha panela é pequena.
Os judeus foram ensinados religiosa e rigorosamente sobre seus costumes e rituais. Quando derrepente aparece um sacerdote diferente em todos os aspectos. No modo de se vestir, de se alimentar e pregando no deserto, que nesse contexto era sair totalmente da tradição de seus antepassados, era não ser como os demais. Hoje infelizmente se eu te falar a grande diferença entre o crente e o católico você ficará abismado. Sabe qual é? NENHUMA. Chegamos a tal ponto de sermos meros religiosos que em vez de ir à missa aos domingos, vão aos cultos, mudamos apenas a plaquinha da religião que estava em nossa testa, onde se lia católico, leia-se evangélico.
Estamos nos esquecendo de buscar o mover de Deus ficando presos as experiências passadas. O mover já passou e as tradições continuam. Assim como nas missas existe exatamente hora pra tudo, levantar, ajoelhar, sentar, hoje o que vemos na maioria das vezes é uma coreografia evangélica, a diferença é que não exaltamos a Maria.
Não temos que ser igual a todos, temos que ser crentes diferentes, assim como Jonh Wesley e George Whitfild foram em seus tempos, causando uma revolução ao pregar nas esquinas. Algo fora do comum pra aquela época, isso foi o pregar no deserto deles.
O fato de João ter saído para o deserto, também nos fala de sair do meio daquilo que pode nos contaminar. Não que tenhamos que sair do mundo, pois vivemos nele e queremos ganhá-lo pra Jesus, mas sim em não deixarmos o mundo nos contaminar, pois um pouco de fermento leveda toda massa, além do mais, Jesus diz que nós somos o sal da terra, e se esse perder o sabor não serve mais pra nada. Mas eu venho lhe contar um segredo; o sal, por ser um elemento químico, cloreto de sódio, nunca perde sua salinidade por si só, mas devido a misturas com outros elementos que não seja ele mesmo, ele perde o seu teor de salgar, quanto mais se mistura, menos salga.

2- Não dissolve a palavra

A mensagem que João Batista pregou em toda sua vida, raramente os pregadores de hoje pregam durante suas vidas: “Arrependei-vos por que está próximo o reino dos céus”, João dizia que sem arrependimento não há perdão de pecados, e também creio que aquilo que Paulo pregava em romanos 3, João também dizia, pois é no salmo 14 que diz: Não há quem faça o bem, nem um sequer. Hoje em dia só se prega o Deus de amor, não se ouve mais que “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão” Rm 1-18, ou que “… a ira de Deus vem sobre os filhos da desobediência” Ef 5-6.
Hoje em dia os púlpitos foram postos de lado, estamos na era das oportunidades, todo podem fazer alguma coisa, qualquer uma, contando que seja pra Deus. Hoje vemos de tudo nos cultos, pintores, dançarinos, orquestras inteiras, não que isso seja errado, eu mesmo acho que não, mas isso não é o centro da vida da igreja, devido a tanto tempo investido em coisas secundárias, a Palavra tem ficado a ver navios, são tantos eventos e muito pouco tempo para o que verdadeiramente edifica. A Palavra de Deus é a única coisa que transforma as pessoas.
Hoje infelizmente a palavra tem se parecido com combustível adulterado, onde é colocado mais álcool e água para tornar o preço acessível aos “compradores”, a qualidade não importa, e sim que todos tenham condição de ter.
Hoje se fala muito de obras sociais dentro das igrejas, o que eu assino em baixo, mas, isso não é o principal. Do que adianta enchermos a barriga das pessoas com sestas-básicas, transformar jovens drogados em médicos e advogados e mandá-los para o inferno. Se as pessoas não são transformadas interiormente pela Palavra, a transformação exterior não valeu de nada.

3- É diferente do mundo

João Batista era totalmente diferente das pessoas daquela época. Ele era sacerdote de linhagem e, assim como Jesus, os quatro evangelhos e os profetas falam dele, mesmo assim resolveu viver de outra maneira.

A- Nas vestes
O que era para um sacerdote vestir-se de pêlos de camelo, sabendo que todos os outros se vestiam de linho fino, como está escrito em êxodo 28-4 “As vestes, pois, que farão são estas: um peitoral, uma estola sacerdotal, uma sobrepeliz, uma túnica bordada, mitra e cinto”. Qual a diferença da nossa roupa para a roupa do mundo? As irmãs parecem que estão a venda, adoram se mostrar pra ver quem quer comprar e, se mesmo assim ainda não adiantar oferecem desconto: “deixarei você experimentar só um pouquinho do que você terá depois do casamento”. E os homens? Têm uma mania ridícula de mostrar que usa cuecas de marca com suas calças e bermudas sempre dois números acima.
O camelo era um animal impuro, João usava uma roupa muito agressiva pra aquela época, ele era radical de mais. Como ser radical com nossas roupas hoje? É fácil, é só se cobrir o máximo que você puder, pois vivemos na época do “tudo que é bonito é pra se mostrar”.

B- Na comida
O sacerdote tinha alguns direitos sobre os sacrifícios que eram oferecidos pelo povo, pois o sacerdote não trabalhava secularmente. Um exemplo disso está em levítico 7:31-32 “O sacerdote queimará a gordura sobre o altar, porém o peito será de Arão e de seus filhos.Também a coxa direita dareis ao sacerdote por oferta dos vossos sacrifícios pacíficos”.
Isso era a melhor parte. Agora compare isso com gafanhoto e mel silvestre.
Mas comida na bíblia não se refere só a gêneros alimentícios, mas também fala de tudo aquilo que colocamos pra dentro, não só através da boca, mas dos olhos e ouvidos também.
A televisão, poderia ter o nome trocado facilmente por “pornô visão”, até os programas destinados a crianças, quase sempre vemos mulheres de biquine e homens exibindo seus músculos. Sem falar da música mundana que não nos edifica em nada e acaba ficando impregnada em nossa mente e, se você estuda ou trabalha no meio de pessoas do mundo, sabe que o palavrão e as besteiras rolam solta o tempo todo.
Você representa Deus hoje? O que o mundo diz a seu respeito? Te elogia ou te critica?
Se você tem sido elogiado pelo mundo, é por que está nos padrões dele, se as pessoas olham pra você e não vêem diferença nenhuma para as demais pessoas, se na sua escola e no seu seu serviço as pessoas nem sabem que você é cristão, tem algo muito errado com você. O elogio do mundo é a crítica de Deus. Você prefere ser elogiado por quem? Por Deus ou pelos homens? Mas se você recebe críticas por seguir a Jesus, fique tranqüilo, Ele disse que seríamos perseguidos por sermos seus seguidores (Lc 6-22)
Se formos sacerdotes como João Batista atrairemos as pessoas para ouvir a Palavra de Deus, e, essa, se não for dissolvida nem adulterada, transformará a vida das pessoas que A ouvirem. Pra isso temos que ser diferente do mundo, seja no modo de falar, de agir, de se portar entre várias outras coisas. De nada adianta estarmos dentro de uma boa igreja se continuamos com os mesmos costumes, manias e linguajar.
Rm 12-2.

Autor: Pr. Rodrigo David Mocellin 


A religião da conveniência


IRs 14:1 “Naquele tempo, adoeceu Abias, filho de Jeroboão”.
Jeroboão foi o rei das tribos do lado norte de Israel. O que se diz aqui em IRS 14 é o momento em que o filho dele caiu doente. Com isto Jeroboão manda sua mulher até o profeta, que estava em Siló, procurando assim solução para o seu problema. A mulher dele finge ser uma mendiga parar tentar enganar o profeta, mas recebe uma palavra de juízo: seu filho morrerá! O homem de Deus foi ainda mais longe, dizendo que todo homem seria exterminado da casa de Jeroboão, acabando deste modo com a sucessão dele ao trono.
Sem dúvida, Deus estava efetuando juízo contra Jeroboão. Para descrever a maldade de muitos reis, a bíblia apenas dizia: “andou no caminho de Jeroboão” (IRs 15:34), fazendo dele um referencial de maldade. Mas qual foi o pecado de Jeroboão?
Servir a Deus do seu próprio jeito.
Quando o Senhor dividiu Israel, Jeroboão começou a reinar sobre as tribos que ficavam ao norte. Mas o templo ficava em Jerusalém, na tribo de Judá, no reino do sul. E em Dt 12:13-14 se diz que ali era o único lugar aceitável para prestar culto a Deus através de sacrifícios e ofertas. Contudo, Jeroboão pensou consigo mesmo: “Se o povo for adorar a Deus em Jerusalém, o coração dele vai se voltar para a casa de Davi novamente e assim ficarei sem reino”. Então, com medo de perder o reino, ele fez dois bezerros de ouro e disse:
“Basta de subirdes a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito!” (IRS 12:28).


O grande princípio aqui é: Com medo de perder o reino ele fez uma religião, a religião da conveniência.
Ele não virou ateu, mas procurou e proporcionou uma religião mais fácil. Ele não disse ao povo: “Ei, não precisamos mais servir a Deus”. Pelo contrário, declarou: “Pessoal, não há necessidade de servir a Deus do jeito que foi revelado no monte. Podemos servir a Deus do nosso jeito, do jeito caseiro, aqui mesmo. Para que se dar ao trabalho de ir a Jerusalém? É muito longe e difícil”.

Parecido com o ser – humano não é? O homem detesta a Deus e não quer servi-lo da maneira que Ele é e estabeleceu, mas por outro lado não queremos conviver com o fardo de existir sem Deus. Pense na angustia que seria: Nossa vida jogada ao acaso. Nossa existência finalizada no tumulo. Acreditar em um Deus soberano e Todo-Poderoso tranqüiliza a alma. É por isto que o nosso país tem 97 % de pessoas que acreditam em Deus, somente 2% de ateus e 1 % que estão na dúvida. Mas isto significa que eles servem ao Deus verdadeiro? Não! Existir sem deus é horrível, mas o Deus verdadeiro o homem detesta. Como resolver este problema? Ora, criamos o nosso próprio deus e fingimos que Ele é o Deus verdadeiro. Deus fez o homem conforme a sua imagem e semelhança, mas o homem criou um deus conforme os seus desejos e conveniências.
A igreja católica e a maioria das igrejas evangélicas constituem um exemplo clássico do que se dá aqui, pois são as religiões da conveniência. Na adolescência, quando alguém perguntava sobre a minha religião, eu dizia: “Sou católico!”. Eu raramente ia, mas achava feio não acreditar em nada, ao mesmo tempo que não queria um compromisso sério com Deus, sendo assim, ser católico era mais cômodo. Podia beber, (os padres era os que mais seguiam este caminho), falar palavrão, pegar as menininhas (sim, porque se os padres pegam os meninhos, por que eu não podia pegar as menininhas?), o dizimo não é dez por cento, mas uma quantia estabelecida por mim e contanto que eu não matasse ou roubasse, podia me dizer um “bom católico”.

E veja, é mais fácil se prostrar diante de uma imagem sem vida, que jamais me confronta, do que diante do Deus vivo.

Mas com a igreja evangélica não é muito diferente hoje em dia. Com exceção das imagens, o resto é tudo muito parecido. As roupas das irmãs são piores do que as do mundo. Você nem precisa visitar um site pornográfico para pecar, basta entrar em uma igreja evangélica, pois ali irá achar uma boa dose de sensualidade. Os amasiados e divorciados da “igreja evangélica” são tão numerosos quando os do mundo. E o Jesus que eles adoram não tem muito a ver com o Jesus real.
Ouvi certa vez a história de um pastor que disse para um irmão: “isto que você está fazendo é pecado!”. Sabe o que ele fez? Deixou de crer em Deus? Não, fez um bezerro de ouro. Como? Indo para uma igreja que aceitava o que ele fazia.
E por estas e outras que o Jesus deles não é o Jesus da bíblia. O Jesus católico é aquele que te permite pecar a vontade no carnaval contato que você a missa na quarta-feira de cinzas. O Jesus dos evangélicos é pior ainda, pois com ele “estou na graça”, e a graça para eles é a provisão para o pecado. Onde eu posso pintar e bordar que depois de uma oração arrependida tudo volta ao normal. O Jesus da bíblia não é assim: “Ora, nós conhecemos aquele que disse: “A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb 10:30-31).

Você tem praticado a religião da conveniência?

1-Você está tentando se enganar


Jeroboão sabia que ao fazer o bezerro de ouro ele estava errado, ele tinha consciência de que sua religião não funcionava. Como eu sei disso? Porque na hora que seu filho adoeceu, ele não buscou ajuda no bezerro de ouro, antes foi a Siló buscar o homem de Deus que servia ao Deus verdadeiro. Jeroboão criou uma religião mais fácil, mas no momento que precisou buscou ao Deus verdadeiro. Um dia a casa vai cair. Se não cair hoje, vai ser na eternidade, no dia do Juízo Final. E naquele dia, eu te pergunto: de que valerá a sua religião barata?
O homem é cego, não sabe das coisas de Deus porque decidiu não saber (Rm 1:18-20). Deus colocou nele uma consciência, uma noção de certo e errado, só que ele rejeita tanto que chega ao ponto em que ela se apaga: “pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência” (I tm 4:2).
Deus nos dá um mandamento. O que fazemos? Dizemos: “isto está errado!”? Não, jamais falaríamos uma coisa dessas. Antes, fazemos como Jeroboão, tentamos nos enganar.
Olha como o católico tenta se enganar: “Eu não estou adorando imagem. Você não tem uma foto da sua mãe? Então, eu tenho da minha”. Sim, eu possuo uma foto da minha mãe, mas nunca me ajoelhei diante dela e nem lhe fiz preces.
E o evangélico também cauteriza sua consciência? É a especialidade dele, ainda mais que ele “conhece” a bíblia e sendo assim a usa para pecar o tempo inteiro. Para deixar se servir aos irmãos eles dizem: “Maldito o homem que confia no homem”. Para aprovar o adultério declaram: “Davi também adulterou”. E enquanto a vida vai bem, tudo bem. Mas chega uma hora que Abias cai doente e no momento da tragédia esta religião comoda não serve de nada.

2-Está tentando enganar a Deus



Jeroboão enviou sua mulher até Aías, o profeta que havia profetizado que Jeroboão seria Rei. E a mulher vai se fingindo de mendiga, pois pensa: “Nós abandonamos ao Deus verdadeiro, e o profeta sabe disto, mas se eu fingir ser outra pessoa, quem sabe ele me atenda”. Além disso, ela leva bolos e pães para o homem de Deus. Parecido com você diante de Deus, não é? Tolo em sua sabedoria, leva a vida do jeito que bem entende, mas na hora da crise, tenta enganar aquele que enxerga tudo pensando que lágrimas hipócritas, uma roupa de santo e um presentinho vai enganar a Deus e esconder o coração podre que habita em você.

Por que agimos assim?

O medo de perda

Jeroboão foi um dos piores reis de Israel. O que o levou a ter este titulo? O medo da perda. Mas veja, os temores dele parecem ser legítimos. Ele tinha medo de perder o reino, que por sinal, havia recebido de Deus, e possuía medo de perder a vida: “Se este povo subir para fazer sacrifícios na Casa do SENHOR, em Jerusalém, o coração dele se tornará a seu senhor, a Roboão, rei de Judá; e me matarão e tornarão a ele, ao rei de Judá” (IRs 12:27). Não foi pensando em adulterar ou roubar que ele fez os bezerros de ouro. Não, Jeroboão era um bom rapaz, e por isto foi escolhido para ser rei: “Ora, vendo Salomão que Jeroboão era homem valente e capaz, moço laborioso, ele o pôs sobre todo o trabalho forçado da casa de José” (IRs 11:28).
A auto-preservação corrompe até os melhores homens. Quando um pastor começa a pensar no seu reino, ele começa a trabalhar contra o reino de Deus. Quando uma pessoa começa a pensar somente em si, ela inicia uma luta contra Deus. Por isto o convite de Jesus para segui-lo vem nestes termos: “Negue-se a si mesmo”. E: “Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á” (Mt 16:25).

Autor: Pr. Rodrigo David Mocellin 

Lutero, O homem que mudou seu mundo


Lutero é hoje um referencial histórico para a igreja e o mundo. Você encontrará seu nome em livros evangélicos e seculares. Não importam quais sejam as crenças, todos são unânimes em afirmar: Este homem mudou o mundo da sua época. Historiadores declaram que sua influencia foi muito além do ambiente religioso, até a política e a sociedade medieval foram moldadas pelos pensamentos dele.

Voltaire também bombardeou a Europa com seus ideais de justiça e igualdade. Mas qual foi a base da revolução de Lutero? Quais eram os ideais que o levaram a fazer o que fez? A doutrina da justificação pela fé. Rm 1:16-17 foi seu texto de ouro: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé”.
Certa vez ele disse: “A justificação pela fé somente é um teste de uma igreja firme ou decadente”. John Wesley corrobora esta afirmação quando falando da justificação pela fé disse: “É o verdadeiro segredo da força do protestantismo”.
Ai está o motivo que explica a decadência da igreja evangélica no Brasil. Mas talvez você me questione: “Decadência? Somos mais de trinta milhões de evangélicos no Brasil”. Eu sei que os números são gigantescos e alguns ainda vão mais longe, chegando a dizer que talvez os evangélicos ocupem uma fatia de 30 por cento no Brasil. Mas ainda assim eu digo: decadente. Pois veja, uma pesquisa recente mostrou que entre 35 países o nosso é o que melhor aceita o divorcio e apenas 12 por cento da população acredita que o casamento é para toda a vida. Então significa que há pelo menos 18 por cento de evangélicos que discordam de um valor cristão básico? Sim. Meu Deus, se os evangélicos não conseguem crer numa coisa que até muitos ímpios acreditam, qual é a prova de que eles são de fato cristãos? Só porque confessam Jesus como Senhor? Lembre-se da advertência de nosso Mestre: “nem todo que me diz senhor, senhor entrará no reino”. E Tiago também declarou: “Crês, tu que Deus é um só? Fazem bem. Até os demônios crêem e tremem”(Tg 2:19).
Há algum tempo atrás uma revista secular fez uma matéria sobre as igrejas evangélicas no Brasil para tentar explicar a razão do crescimento delas. Segundo eles isto se dava porque as igrejas evangélicas atuais estão mais contextualizadas e trazem consigo uma mensagem de aplicação prática no dia-a-dia das pessoas. Esta revista é daquelas que crêem na teoria da evolução. No entanto, ainda assim eles enalteceram a igreja evangélica no Brasil. Quando um ímpio, que prega a ideologia do macaco nos elogia é porque algo está errado. Jesus já dizia: “Ai de vós quando todos vos louvarem”. Todos quem? Ora, o mundo. O que está errado? Nos tornamos pregadores da auto-ajuda e não do evangelho. Estamos ensinando as pessoas a como viver bem aqui e não como se relacionar com o Criador. A mensagem do evangelho, a mensagem da cruz, da justificação pela fé desapareceu de nosso meio. Ou me diga, quando foi a ultima vez que você ouviu uma pregação sobre este assunto? “5 principios de prosperidade”, “4 leis de casamento”, brotam aos milhares, porém sermões sobre a justificação pela fé praticamente desapareceram.
Certa vez depois de ouvi-lo várias vezes discursar sobre o mesmo assunto, alguém perguntou a Lutero: “Por que você está pregando sobre isto pela vigésima vez? –ele respondeu- É que eles ainda não tinham entendido até a décima nona”. Mas nós somos diferentes, gastamos meia hora falando do que chamamos de evangelho, concluímos com a oração do pecador e depois passamos para “algo mais profundo”, por considerarmos que a justificação pela fé é o leitinho das crianças. Querido, a bíblia diz que os anjos anelam entender o evangelho e não conseguem, contudo você acha que já descortinou o “mistério” outrora oculto?
Sabe por que os pastores atuais saem em busca de qualquer modelo de igreja que prometa crescimento? É que não temos mais o evangelho. Paulo disse que o evangelho é o poder de Deus para a salvação. Não é um dos poderes, é o poder. Em Rm 1:16 se diz porque o evangelho salva: “porque nele se descobre a justiça de Deus”. O evangelho dos evangélicos é diferente: “Nele se descobre a maneira de ficar rico. A maneira de viver bem aqui. A maneira de resolver meus problemas matrimoniais. A maneira de ser um sucesso neste mundo”. Por isto nossas igrejas estão cheias. Por isto nossas igrejas estão vazias. Repletas em numero, vazias em vida.
Quando Jesus disse que morreria na cruz, o que Pedro fez? “Senhor, pare com este discurso sobre cruz”. Então o Senhor olhou para ele e disse: “Arreda satanás!”. O diabo não liga quando falamos sobre amar ao próximo, até Gandhi, um homem que não cria em Jesus, acreditava nisso. Ainda que sejam bíblicos, o diabo não liga quando falamos sobre princípios de como prosperar financeiramente. Mas fale da cruz que é a mensagem do evangelho, da justificação e o inferno irá acampar ao seu redor.
Durante uma conferência britânica a respeito de religiões comparadas, técnicos de todo o mundo debatiam sobre qual a crença única da fé cristã -se é que existia essa crença-. Eles começaram eliminando as possibilidades. Encarnação? Outras religiões tinham diferentes versões de deuses aparecendo em forma humana. Ressurreição? Novamente, outras religiões possuiam histórias de retorno dos mortos. O debate prosseguiu durante algum tempo até que C. S. Lewis entrou no recinto. “A respeito do que é a confusão?”, ele perguntou, e ouviu a resposta dos seus colegas de que estavam discutindo sobre a contribuição única do cristianismo entre as religiões do mundo. Lewis respondeu: “Oh, isso é fácil. É a graça”. Ora, e o que expressa melhor a graça do que a justificação pela fé?
Você espera verdadeiramente ser um instrumento de salvação? Busque conhecer o evangelho. Leia livros, ore, medite, clame, chore para que o Senhor revele a ti esta grande doutrina. Porque afinal, só pode ser chamado de mensageiro do Senhor aquele que tem a mensagem dele.

Autor: Pr. Rodrigo David Mocellin